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Nossa História
A União Cristã Feminina começou quando um grupo de amigas de Campinas se reuniu, na década de 60, decididas a trabalhar em prol dos menos favorecidos, imersos na pobreza, portadores de doenças, com filhos desprovidos das condições essenciais de sobrevivência. Era grande a distância entre o mundo em que estavam inseridas e o mundo real que as esperava lá fora. Mas, tocadas pelo carisma do amor, decidiram que a história de vida de cada uma delas não seria completa se não se dedicassem a outros seres também afetos à responsabilidade social e cristã. Com os próprios filhos ainda pequenos, dependentes de atenção, essas mulheres perceberam que os filhos de outras mulheres necessitavam muito mais. Não tinham por vezes teto que os abrigasse, precisavam de apoio, de carinho, do alimento que lhes saciasse a fome.

Esse grupo arregaçou as mangas e buscou um local onde pudesse atuar e fazer o bem. Conheceram então um bairro pobre, em Campinas, o Filipão, que as motivou a iniciar o trabalho. Era um conjunto de casas precárias, no entorno de uma escola que procurava dar educação às crianças, ensinando-lhes aquilo que muitos de seus pais não tiveram acesso: ler e escrever. Com o passar do tempo, perceberam que o índice de repetência era muito alto, faltando o essencial que fortalecesse a mente daquela população infantil. Iniciaram, então, o trabalho de arrecadação de alimentos junto a indústrias do ramo para suprir a necessidade existente. De duas em duas, visitavam conhecidos e desconhecidos, envolvendo-os nessa luta contra a fome que grassava aquela comunidade.

O grupo filiou-se à entidade União Cívica Feminina, de São Paulo, e, posteriormente, obteve o patrocínio de uma instituição pública, a Caritas. Um ano se passou. O grupo se fortaleceu e adquiriu a vestimenta de uma instituição cívico-social. Quando chegou o Natal de 1965, as crianças já tinham o que comer e estudavam com maior facilidade de aprendizagem. No entanto, em um tempo tão rico e cheio de luz, ninguém falava daquele que tinha impulsionado a olhar para o mundo dos menos favorecidos, o Menino Deus. Cresceu o desejo de levar para aquela gente carente algo a mais do que o pão. Surgiu a ideia de apresentar um auto de Natal, A Luz na Casa do Boi, linda estória escrita por uma monja beneditina. Os filhos ainda pequenos de uma das amigas representaram a peça na escola local.

A alegria envolveu as crianças, os pais, os professores, o grupo de amigas e, principalmente, os atores infantis que aprenderam o verdadeiro sentido do Natal, partilhando com os outros sua arte de representar. Foi emocionante ver pequeninos contribuindo para a felicidade de outros pequeninos de realidades tão opostas, abraçando-se como irmãos, entre os aplausos de toda a comunidade do Filipão. A escola jamais havia vivenciado uma festa assim tão linda, com presentes, balas e bolos, dentro do verdadeiro sentido cristão. E o melhor: Jesus Menino entrou no coração de tantas criancinhas que compreenderam que ele havia nascido para tornar o mundo melhor e mais feliz, onde não houvesse nem fome, nem pobreza, nem diferença de classes sociais. Isso foi possível naquele Natal em que todos, ricos e pobres, crianças e adultos, irmanaram-se em um mesmo sentimento de amor dado e recebido.

Mais tarde, o grupo separou-se da União Cívica Feminina e adquiriu uma identidade própria, que enfatizou o objetivo cristão, obtendo uma nova razão social em 1972: União Cristã Feminina. A história não parou aí. Muitos outros fatos aconteceram, muita gente boa se filiou à nova instituição que, com o passar do tempo, levantou fundos para a construção de um espaço sociocultural que pudesse propiciar cursos de capacitação profissional, dentro de uma proposta de promoção humana.

Hoje a realidade é outra: a instituição possui uma sede própria, no Jardim Santa Mônica, na qual mães e crianças são atendidas em suas necessidades básicas. Profissionais e voluntários trabalham amparados por subsídios da prefeitura e de outras entidades. O Filipão de outrora desabrochou numa obra de grande porte, de cunho social e cristão.

Não se pode esquecer que tudo começou naquele dia em que um grupo de amigas se reuniu, sentindo a necessidade de sair de seu pequeno mundo familiar e encampar a missão de serviço ao próximo, num desejo de corresponder ao mesmo apelo que um dia Jesus fez a seus discípulos: “amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.

RELAÇÃO NOMINAL DAS FUNDADORAS

Norma Rubim Podolsky
Dalva Maria de Lourdes Borghi Giordano
Othonaide Pitta Ribeiro Machado
Isa Saad Maluf
Norma Chebe Jorge
Maria da Conceição Oliveira Lima Pardo
Maria de Lourdes de Souza Campos Badaró
Virginia Perotti Raldi
Ruth da Anunciação Menegaldo Martins
Célia Webe de Magalhães Homem de Mello
Mariza Gerin Nassralla
Wanda Guimarães Bernardo
Maria Helena Delamain Pupo Nogueira
Emília Amélia Ferreira Passos
Gessy Lourdes Milani Borghi
Hilda Atra Jammel
Carmem Pupo Nogueira Penteado
Susy Windford

 
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